quinta-feira, 31 de maio de 2012

O sincretismo afro-cristão

Quando os escravos (africanos de origem iorubá) chegaram ao Brasil, no período colonial, não podiam cultuar suas divindades livremente, pois a religião oficial do nosso país era e é até os dias de hoje o catolicismo; então “incorporaram” o Catolicismo associando os santos católicos aos orixás do Candomblé (religião africana dos iorubás), esta foi a maneira encontrada pelos negros de cultuarem seus orixás invocando os santos dos brancos para driblar a vigilância religiosa dos seus senhores.

Neste período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo, que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.

O sincretismo afro-cristão acabou sendo um artifício usado pelos escravos contra a "cultura superior do povo que os escravizava". Os adeptos do culto dos orixás se mostravam convertidos, mas apenas aparentemente.

O sincretismo enfim é o resultado de um conflito, diferente do termo aculturação, ou seja, é imposto por um choque entre as diferentes religiões dos negros com o catolicismo no Brasil.

A Umbanda ilustra bem esta “mistura”, uma religião genuinamente brasileira, surgida na década de 30 no Rio de Janeiro a partir da combinação de elementos das religiões africanas (ex. candomblé), do Catolicismo e do Espiritismo.

As práticas existentes dentro dos terreiros de Umbanda variam muito. Alguns demonstram uma ligação mais forte com o Espiritismo, outros se aproximam mais do Candomblé. Em comum, têm a força dos rituais, denominados giras, em que os filhos e filhas de santo entoam cânticos e dançam ao som dos atabaques.

Nos terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá, altar profusamente enfeitado com flores, velas acesas e colares de contas coloridas, que simbolizam os diferentes santos e orixás. No congá, imagens de Jesus, Nossa Senhora e santos católicos dividem espaço com estatuetas de Preto-velhos, Caboclos, Ciganos, Marinheiros e outras entidades espirituais.

As entidades cultuadas no candomblé e na umbanda são 16 orixás, estes correspondem a um ou mais santos católicos, devido aos santos católicos serem bem mais numerosos.

Vale ressaltar que os umbandistas representam essas divindades com imagens diferentes, além de cultuarem outros três espíritos, o preto-velho, o caboclo e a pomba-gira. Nenhum deles aparece no candomblé.

Claro que a associação não é exata, ao contrário dos santos católicos, os orixás são entidades com virtudes e defeitos, e seus seguidores acreditam que eles conhecem o destino de cada um dos mortais.

Abaixo a relação das cinco principais entidades do candomblé e da umbanda com as católicas:

ORIXÁ: Iemanjá
SANTA CATÓLICA: Nossa Senhora da Conceição

Iemanjá é a deusa dos grandes rios, mares e oceanos. Na umbanda, ela é cultuada como mãe de muitos orixás e identificada com Nossa Senhora da Conceição (uma das manifestações católicas da Virgem Maria, mãe de Jesus). No candomblé, ela é representada como uma negra e usa roupas africanas.

ORIXÁ: Iansã
SANTA CATÓLICA: Santa Bárbara

Esposa de Xangô, a Iansã do candomblé e da umbanda é a deusa dos raios, dos ventos e das tempestades. Na doutrina católica, ela corresponde a Santa Bárbara, também uma protetora contra raios, tempestades e trovões.

ORIXÁ: Xangô
SANTO CATÓLICO: São Jerônimo e São João

Tanto para o candomblé quanto para a umbanda, Xangô é o deus do trovão e da justiça. Ele é associado a dois santos católicos: São Jerônimo, que no final do século 4 traduziu alguns livros da Bíblia do hebraico e do grego para o latim, ou São João, que pregava a conversão religiosa e batizou Jesus.

ORIXÁ: Ogum
SANTO CATÓLICO: Santo Antônio e São Jorge (leia mais)

Para a umbanda e o candomblé, Ogum é o orixá da guerra, capaz de abrir caminhos na vida. Por isso, costuma ser identificado com Santo Antônio, o "santo casamenteiro", ou com São Jorge, santo guerreiro que é representado matando um dragão.

ORIXÁ: Oxalá
SANTO CATÓLICO: Jesus

Na umbanda e no candomblé, Oxalá é a divindade que criou a humanidade, por isso, ele se equivale a Jesus (pai, filho e espírito santo). Além de ter modelado os primeiros seres humanos, Oxalá também inventou o pilão para preparar inhame e é considerado o criador da cultura material.

Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.

Significado de Sincretismo

s.m. Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes. Sincretizar significa reunir, o termo vem da filosofia e aparece em diversas teorias do desenvolvimento.

E aí gostaram da matéria? Eu sou suspeita, adoro estudar sobre religião ...
 
Alessandra

Leia mais sobre a Abolição da Escravatura no Brasil, o dia dos Pretos Velhos, a 1ª aparição de Nossa Senhora de Fátima, clicando aqui. Quer saber mais sobre Santo Expedito? Clique aqui.

Fontes de Pesquisa:
Mundo Estranho Abril

sábado, 26 de maio de 2012

O apêndice não serve para nada?


Você é daquelas que pensam que o apêndice não serve para nada e só causa problemas? É melhor começar a mudar de ideia.

 
Em setembro de 2007, um grupo de cirurgiões e imunologistas liderado pelo Dr. William Parker da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, publicou um trabalho que mostra o contrário: a função do apêndice é promover o crescimento populacional de bactérias benéficas para o nosso organismo e facilitar o repovoamento dessas bactérias no cólon.

O apêndice


O apêndice faz parte do sistema digestivo e está localizado logo no início do intestino grosso, conectado ao ceco (um divertículo natural com que se inicia o intestino grosso, e onde se abrem o íleo, o cólon e o apêndice). O apêndice é uma estrutura tubular fechada (bolsinha) na extremidade posterior e mede cerca de 5 a 10 cm de comprimento e 0,5 a 1 cm de largura. Na maioria das pessoas, o apêndice encontra-se no quadrante inferior direito do abdome.

Seu formato lembra o de um verme, por isso também é chamado de apêndice vermiforme. Uma outra analogia fácil é com um dedo de luva, como pode ser visto na imagem abaixo:

 
A parede do apêndice contém tecido linfático e participa na produção de anticorpos. O apêndice também serve como reservatório de bactérias intestinais que ajudam no processo de digestão, por essa região circulam nossas fezes ainda em estado bem pastoso. As fezes entram e saem do apêndice, mas como essa bolsinha é estreita, um bolinho de coco mais sólido, chamado de fecalito, pode obstruir a entrada do apêndice desencadeando o problema. A obstrução faz as células do apêndice incharem e torna as paredes internas do órgão mais permeáveis, permitindo a entrada de bactérias. Resultado: inflamação e a crise de apendicite

Apendicite: nome dado à inflamação do apêndice, quadro que se apresenta habitualmente como uma intensa dor abdominal. É, em geral, uma emergência médica que necessita de tratamento cirúrgico. Se não tratado a tempo, há risco de rotura e infecção generalizada.

A apendicite pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adolescentes e adultos jovens. As vítimas dessa inflamação são eleitas aleatoriamente. Uma alimentação balanceada, com bastante água e fibras, garante o bom funcionamento do intestino, mas não impede que alguém saudável venha a ter uma crise de apendicite.

Diz a lenda que sementes de uva e de mamão também poderiam provocar o problema: Mito. "Por serem muito pequenas, elas geralmente são expulsas com facilidade", diz o gastroenterologista Flávio Speinwurz, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Teorias sobre a função do apêndice


1ª Teoria – Argumenta que o apêndice humano auxilia o sistema imunológico. Ao examinarem microscopicamente o apêndice, os pesquisadores encontraram uma quantidade significativa de tecido linfoide, um tecido que apresenta uma quantidade abundante de linfócitos (tipo de glóbulo branco responsável por defender o corpo contra micro-organismos). O tecido linfoide está presente também em outras áreas do sistema digestivo. A função desse tecido ainda não é muito precisa, mas está claro que ele reconhece substâncias estranhas presentes nos alimentos ingeridos.

2ª Teoria – O apêndice funciona como um "lugar seguro" para bactérias que auxiliam na digestão. De acordo com os pesquisadores, as bactérias vivem no apêndice sem serem perturbadas, até que sejam necessárias nos locais onde ocorrem os processos de digestão. De acordo com o Dr. Parker, a forma do apêndice é perfeita para armazenar as bactérias benéficas. Ele possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais.

O sistema digestivo é povoado por diferentes micro-organismos que auxiliam na digestão dos alimentos. Em troca, os micróbios recebem nutrição e um lugar seguro para viver. O Dr. Parker acredita que as células do sistema imunológico encontradas no apêndice estão lá para proteger, e não para atacar, as bactérias benéficas.

O papel do apêndice no repovoamento da flora intestinal


Doenças como disenteria ou cólera contaminam o intestino. A única saída é se livrar dos micróbios maus. É aí que a diarreia ocorre. Em casos de diarreia severa, não só os micróbios maus são perdidos, mas tudo o que se encontra no interior do intestino, inclusive o que é conhecido como biofilme (uma camada fina e delicada, constituída de micróbios, muco e moléculas do sistema imunológico).

Quando ocorre perda do conteúdo intestinal, as bactérias benéficas escondidas no apêndice emergem e repovoam a camada de biofilme do intestino, antes que bactérias maléficas se instalem.

Segundo o Dr. Parker, pessoas que, porventura, tiveram seu apêndice extraído e vivem em locais onde as incidências de doenças como cólera e disenteria são altas, têm menos chances de sobreviver, pois não têm mais um lugar seguro para armazenar as bactérias benéficas.

Deve-se evitar a retirada do apêndice?


O apêndice normalmente produz um volume constante de muco que é drenado para o ceco e se mistura nas fezes. O seu grande problema é ser a única região de todo o trato gastrointestinal que tem um fundo cego, ou seja, é um tubo sem saída, como um dedo de luva. Qualquer obstrução à drenagem do muco faz com que o mesmo se acumule, causando dilatação do apêndice. Conforme o órgão vai ficando maior, começa a haver compressão dos vasos sanguíneos e necrose da sua parede. O processo pode evoluir até o rompimento do apêndice, o que é chamado de apendicite supurada.

Quando o apêndice fica obstruído e inflamado, as bactérias que vivem no interior dos intestinos conseguem atravessar a sua parede e alcançar a circulação sanguínea e o peritônio (membrana que recobre todo o trato intestinal). Este processo é chamado de translocação bacteriana e é responsável por grande parte dos sintomas da apendicite.

A cirurgia é imediatamente indicada naqueles casos com menos de 3 dias de evolução. Nos casos onde o paciente demora a procurar atendimento, a inflamação pode estar tão grande que dificulta a ação do cirurgião, aumentando o risco de complicações. Nestes casos, se a tomografia computadorizada demonstrar presença de muita inflamação ao redor do apêndice, com formação de abscesso, pode ser preferível tratar a infecção com antibióticos por algumas semanas antes de levá-lo para cirurgia.

"Se passar mais de três dias, há risco de ele estourar e causar uma infecção generalizada", afirma a gastroenterologista Mariza Kobata, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O tratamento cirúrgico pode ser feito de modo tradicional e ou pela laparoscopia. A via laparoscópica é preferida em pessoas obesas, idosos e quando o diagnóstico ainda não é 100% certo na hora da cirurgia.

Apesar da importante função proposta pela equipe de cientistas da Universidade de Duke, não se deve esquecer que o apêndice tem o seu lado vilão. Ao sofrer inflamação, ele pode levar à obstrução dos intestinos, causando a apendicite aguda, que pode levar à morte. Portanto, nesse caso, ele deve, sim, ser retirado. Mas não se preocupe, pois as infecções severas, por cólera ou disenteria, são raras em nações ou regiões industrializadas. As pessoas que habitam esses locais podem viver normalmente sem o apêndice.

Sintomas da apendicite

Como em qualquer doença, o diagnóstico começa pela avaliação dos sinais e sintomas, através uma avaliação clínica, do exame físico, exames laboratoriais (leucocitose), raios X e ultrassonografia, porém, em fases iniciais, quando há somente a distensão do apêndice ainda, sem intensa inflamação ao seu redor, os sintomas podem ser muito vagos e a dor pode ser difusa, normalmente localizada na região do estômago ou em volta do umbigo.

Os dois exames mais solicitados são a ultrassonografia e a tomografia computadorizada, sendo esta última a mais indicada em casos duvidosos ou com suspeitas de complicações.

Na fase inicial, também se pode apresentar mal-estar geral e febre baixa; já em fases avançadas são sintomas comuns: náuseas, vômitos, febre, diarreia ou prisão de ventre.

O apêndice é muito pouco inervado e sua inflamação isolada é mal percebida pelo cérebro. Somente quando o peritônio, este sim rico em terminações nervosas, fica inflamado é que o cérebro consegue identificar mais precisamente a região afetada. O quadro típico é de uma súbita dor ao redor do umbigo que vai ficando mais intensa conforme se dirige para o quadrante inferior direito.

Quando a inflamação e a distensão levam à perfuração do apêndice, ocorre uma peritonite (inflamação do peritônio). O paciente com peritonite apresenta intensa dor e o abdômen costuma ficar duro como uma pedra e o paciente sente dor com estímulos simples como pisar no chão ou mudar de posição.

Casos típicos de apendicite, principalmente se avaliados por médicos experientes, podem ser diagnosticados sem maiores dificuldades, mas atualmente é muito comum e fácil solicitar exames de imagem para confirmação do diagnóstico, assim como também é muito fácil deparar-se com “médicos estagiários” que nem te examinam e dizem que é virose ou gazes.

Fiquem sempre atentos e na dúvida procure sempre um médico de sua confiança para avaliar melhor seu estado.

Até a próxima!

Alessandra

Obs.: Esta matéria é dedica a minha prima Livia que foi internada e operada nesta quinta-feira (24/05) em pleno dia do seu aniversário. Fique bem logo!

Fonte de Pesquisa:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O uso excessivo do shoyu pelos brasileiros


Um dia minha mãe me ligou e disse que uma das instruções do médio era que diminuísse a quantidade de molho shoyu devido à elevada quantidade de sal, isto me deixou encafifada então resolvi pesquisar mais sobre o assunto.

Fiz uma pesquisa no Proteste e lá encontrei uns testes feito por eles que achei bastante interessante sobre o shoyu, produtos feitos à base de pimenta e o molho inglês:

*      Shoyu: apenas uma colher de sopa de molho shoyu traz quase toda a quantidade de sódio que um adulto deveria ingerir em um almoço. As crianças devem passar longe de pratos com ele.
Marcas analisadas: Kitano, Carrefour e Sakura

*      Inglês: uma colher de sopa representa entre 6% e 16% das necessidades de sódio de um adulto em um almoço.
Marcas analisadas: Kitano, Chinezinho e Kenko

*      Pimenta: uma colher de sopa de molho de pimenta tem entre 11% e 22% das necessidades de sódio de um adulto em uma refeição. É uma opção se você gosta de comida picante, pois a substância que dá o ardido na pimenta apresenta os seguintes benefícios:
- Alivia dores de cabeça;
- Controla níveis de glicose no sangue;
- Aumenta a capacidade pulmonar;
- Ajuda no tratamento de rinite.
Marcas analisadas: Kitano, Chinezinho e Knorr

Conclusões: O resultado da análise do rótulo de nove molhos, três de cada tipo, para indicar uma alternativa mais saudável à nossa alimentação foi que, o molho shoyu tem sódio demais, o inglês nem tanto e o de pimenta pode fazer bem para a sua saúde. Prefira sempre os alimentos que trouxerem menos sódio, o excesso de sódio causa hipertensão (vide matéria sobre pressão alta clicando aqui).

ATENÇÃO: Evite produtos com aditivos (glutamato monossódico, por exemplo), pois podem causar alergias em pessoas sensíveis. E, se o benzoato de sódio estiver na lista de ingredientes, o molho deve ser evitado por crianças. Este conservante pode causar hiperatividade infantil. Prefira os com sorbato de potássio.

Qual o papel do shoyu, do nabo, do gengibre e do wasabi

Estes complementos da culinária japonesa não estão apenas relacionados aos sabores, mas também à saúde.

O nabo tem uma enzima que facilita a digestão, e as lascas são para serem comidas entre um e outro sashimi, para que o paladar se renove e que se sinta a diferença. Entre os peixes (no caso dos sushis), quem faz o papel do nabo é o gengibre.

O wasabi acelera o processamento do peixe cru no aparelho digestivo, garantindo que ele seja eliminado antes de, literalmente apodrecer.

O shoyu provoca a fermentação do alimento, fazendo com que ele chegue à boca "pré-digerido".

Gafes mais cometidas pelos brasileiros

Uma das gafes mais cometidas pelos brasileiros em restaurantes japoneses é exagerar no molho de soja, o shoyu. O alerta é da pesquisadora de culinária japonesa e professora de etiqueta Lumi Toyoda.

"Quando você mistura raiz forte [wasabi] ao shoyu e aí mergulha o sashimi tudo fica com o mesmo sabor", critica.

De acordo com a professora, a melhor forma de degustar sashimis é colocando uma pitada de wasabi sobre ele e usando o shoyu como complemento. O objetivo é que ele agregue sabor ao prato, e não o substitua.



Curiosidades sobre os Hashis

Os famosos "palitinhos" (hashis), que os japoneses utilizam para comer, foram inventados em uma época em que os homens tinham dificuldades para comer algumas coisas com as mãos.

De acordo com Toyoda, por causa disso, eles passaram a usar gravetos dobrados e amarrados em uma das pontas, um prolongamento do formato de pinça feito no movimento de agarrar. Mais tarde, a ferramenta foi simplificada e tornou-se dois gravetos soltos.

Dica: quando não estiverem em uso, os hashis devem permanecer apoiados sobre a mesa, paralelos à linha do móvel. Para usá-los, o correto é pegá-los pela extremidade traseira com a mão direita (esquerda, no caso dos canhotos), erguê-los, segurá-los na metade com a mão contrária e, por fim, posicionar a mão para comer. Para as mulheres, segurar todos os utensílios com as duas mãos é uma regra, inclusive o recipiente para saquê.

Pessoal eu confesso que não sei comer com estes "palitinhos" e acho mais bonito pedir talheres do que comer com a mão ou até mesmo ficar derrubando tudo, é minha opinião!

Até a próxima,

Alessandra

Fonte de Pesquisa:




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cabelo e as dúvidas mais frequentes – Parte II


Na matéria anterior desvendamos algumas lendas, nesta matéria vamos explicar mais sobre a função dos produtos para cabelos.



Principalmente para os homens lavar os cabelos é algo corriqueiro e muitas vezes automático. Mas é preciso saber associar o shampoo e o condicionador, de preferência da mesma marca, para obter um melhor efeito e não ter problemas como a mistura de fragrâncias.

Quando o cabelo fica oleoso é porque você está utilizando o condicionador de maneira inadequada. Ele deve ser aplicado a partir da metade do cabelo até as pontas, que costumam ser a parte mais ressecada, nunca na raiz.

O condicionador deve ser aplicado sempre que você utiliza o shampoo, pois ele é responsável por fechar as escamas, hidratar e reparar os fios, deixando-o saudável, fácil de controlar e brilhante.

Mas atenção! Como o condicionador fecha os poros capilares, a incidência de caspa também aumenta! O correto é sempre seguir as instruções da embalagem e deixar o creme agir no tempo indicado. Se o cabelo ficar mais tempo em contato com o creme, ele pode ficar oleoso em vez de bonito.

Já o finalizador serve para proteger os cabelos de eventuais danos, facilitar a escovação e hidratar. Pode ser aplicado nos fios secos ou ainda úmidos.

Muitas pessoas trocam de shampoo regularmente por acreditar que o cabelo se acostuma a ele, mas nem sempre é assim; se você encontrar um shampoo adequado para seu tipo de cabelo isto não irá mais acontecer.


Produtos 2 em 1, sabão de coco e anticaspa

O shampoo/condicionador ou mais conhecido como 2 em 1 deve ser utilizado quando você quer seu cabelo leve e macio, mas não dispõe de muito tempo. A melhor alternativa é utilizá-los separadamente para obter um ótimo resultado e todos os diferentes benefícios dos 2 produtos.

O sabão de coco não é recomendado, pois pode facilitar a quebra e deixar a cutícula dos fios muito aberta.

Já o shampoo anticaspa age diretamente no couro cabeludo, retirando a oleosidade e limpando a caspa (inflamação que surge pelo excesso de sebo na região). O produto também tem ação anti-inflamatória e deve ser usado apenas no couro cabeludo, massageando com os dedos.

Mas atenção, se o tratamento com shampoo anticaspa for insuficiente, procure um médico.

Mousse, espumas, sprays, gel, pomadas ...

Estes produtos são bons para conseguir um determinado visual, mas depois são eliminados quando lavamos o cabelo.

O mousse dá fixação, volume, maciez e hidratação. Se usado em excesso, pode deixar os cabelos oleosos e, se aplicado no couro, também pode causar caspa.

Já os sprays são à base de resinas, alguns contêm proteção térmica e promovem fixação e controle dos fios. Não dão condicionamento ou hidratação e, se não forem removidos corretamente, podem quebrar os cabelos.

O gel nos cabelos, por sua vez, dá efeito de brilho molhado e fixação por longos períodos. Não faz nenhum condicionamento ou hidratação, e pode causar caspa. E os que contêm álcool agridem muito os fios.

Quanto às pomadas, existem diferentes formulações com ceras, vaselinas, resinas ou silicone. Geralmente fixam, algumas hidratam e protegem os fios do calor. Se aplicadas em excesso, podem deixar os fios oleosos e criar caspa.

Compostos do shampoo e do condicionador

- A água é um veículo básico em que os elementos são misturados;
- Os detergentes limpam os fios e abrem as escamas;
- Os amaciantes garantem a proteção do cabelo, o fechamento das escamas e a diminuição do volume dos fios;
- Os espessantes deixam o produto mais viscoso;
- E por último, os perfumes dão a fragrância desejada.

Alguns elementos podem ser adicionados às fórmulas de shampoo e condicionador para potencializar o efeito. Um deles é o óleo de argan, que funciona como fortalecedor, hidratante e antioxidante.

A árvore de argan é originária de uma região montanhosa do sul do Marrocos. Desenvolve-se em solo árido e pode viver até 200 anos. Seus frutos têm uma castanha muito dura, com uma a três sementes, das quais o líquido é extraído.

Mais de 80% da composição do óleo são ácidos graxos insaturados. Um deles é o linoleico, que carrega uma grande quantidade de ômega 6 (3x mais que o azeite de oliva). Por ser rico em vitamina E, o argan é um potente antioxidante.

Algumas pessoas acreditam que se colocar um pílula no shampoo o cabelo irá crescer. A pílula só age se tomada pela boca, e não se aplicada diretamente no cabelo, além do mais, misturar o comprimido pode fazer o shampoo perder algumas propriedades.

E aí gostaram da matéria? Espero que sim ...

Até a próxima,


Fontes de Pesquisa
Pantene
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